Conhecida cantora da época da Jovem Guarda, Sylvinha Araújo lançou dois trabalhos no final dos anos 1960, um compacto e um LP. Mas foi em 1971 que sua sonoridade passou por uma mudança que lhe rendeu o apelido de “Janis Joplin brasileira”.
O disco, denominado simplesmente “Silvinha” (com a grafia diferente da que ela adotaria mais tarde, com o uso do “y”), traz músicas completamente influenciadas pelo som do início da década de 70, como o rock progressivo, com muito psicodelismo, e até com um pouco da black music e jazz.
A voz doce que foi apresentada nos discos anteriores deu lugar a uma força cheia de agudos com drives impressionantes, o que fez com que o crítico musical Nelson Motta desse a ela o apelido nesta fase de sua carreira. Muito justo, aliás. O álbum conta com as guitarras do genial Lanny Gordin, que certamente ajudaram e muito na construção da proposta sonora do disco.
Os destaques ficam para a versão rock n’ roll de “Paraíba”, de Luiz Gonzaga; “Você já morreu e se esqueceu de deitar”, composição de Roberto e Erasmo; e “Risque”, de Ary Barroso, que já teve interpretações de Silvio Caldas, Marília Pêra, Aurora Miranda e, claro, o grande Nelson Gonçalves. Mas, com Sylvinha a canção ganhou uma versão mais intensa, com baixos marcantes e a voz potente que a deixa extremamente emocionante.

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