Lançada no final dos anos 1970, a música Fuscão Preto tem uma história cheia de polêmicas e controvérsias. A letra conta a história de um homem que descobre uma traição ao ouvir rumores de que sua mulher estava com outro em um fusca preto. Ele presencia a triste cena de sua amada se entregando a outro no carro mencionado, e lamenta sua injustiça. A verdade é que tudo isso foi baseado em uma história real, presenciada pelos pintores Mariel e Geovante. Mariel escreveu a música em parceria com Atílio Versuti em 1974.
A controvérsia começa quando o autor conta que, em busca de gravar um disco com seu parceiro Geovante, eles entraram em contato com Jeca Mineiro, que já era um compositor de sucesso. Segundo Mariel, eles receberam a ajuda desejada, mas Jeca pediu para ter seu nome registrado como um dos compositores da música no disco.
Assim, os créditos da música foram para Atílio Versuti e Jeca Mineiro. Mais tarde ela foi regravada por outros artistas, tornando-se um sucesso nacional na voz de Almir Rogério em 1981. A canção foi tão importante que até ganhou um filme, estrelado por Almir ao lado de Xuxa.
Mariel, não creditado como compositor, nunca recebeu direitos autorais pela música e seguiu sua vida como pintor. Em um vídeo postado no YouTube em 2017, o filho de Atílio Versuti explica que Mariel cedeu seus direitos a Jeca Mineiro, possuindo até um documento que comprova essa cessão. No entanto, o pintor ainda busca o reconhecimento por sua autoria."Fuscão Preto" foi regravada por diversos artistas, como Trio Parada Dura, Gladiadores, Teodoro e Sampaio, e até mesmo por artistas de gêneros musicais diferentes, como a banda de rock Magazine, Falcão, Beto Lee, Rodrigo José e João Gordo em seu projeto chamado Brutal Brega. Ouça algumas das versões:


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