Sem dúvidas um espetáculo único. A conclusão que se tem ao assistir ao documentário “Tangos e Tragédias para sempre” é que a peça, estrelada por Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky, foi singular, diferente de tudo o que já se viu no teatro. Dirigido por Aloísio Rocha, a produção da BIT Filmes em coprodução com a Videomakers, conta toda a história dessa encenação que ficou mais de 30 anos em cartaz, até a morte de Nicolaiewsky, em 2014.
Hique e Nico interpretam Kraunus Sang e o Maestro Pletskaya, respectivamente. A dupla de músicos, vindos da Sbørnia, fugiu de sua terra natal quando o rock n’ roll chegou ao país. Então, refugiaram-se no Rio Grande do Sul. Com esse enredo, os personagens contavam sua história em um espetáculo que unia atuação, comédia e muito improviso com uma quebra de quarta parede que chegava aos limites, com o show continuando fora do teatro quando a apresentação parecia ter chegado ao fim.A parte musical tinha Hique cantando e tocando violino, enquanto Nico, que também cantava, tocava sanfona e piano. Daí vinham canções autorais sobre a Sbørnia e outras músicas de artistas como Titãs, Os Paralamas do Sucesso, entre outros, incluindo até uma versão em inglês de Trem das Onze, de Adoniran Barbosa.
O documentário tem uma montagem impressionante. Pela grande quantidade de entrevistados, o trabalho que foi feito na edição, de conseguir costurar a história de forma linear e envolvente, merece ser aplaudido em pé. Em meio às entrevistas, trechos de um show gravado em 1997 ilustram o que vem sendo narrado. Também há cenas de esquetes interpretadas por Nico e Hique.
“Tangos e Tragédias para sempre”, mais um dos documentários exibidos no In Edit Brasil, traz uma divertida e emocionante história de um espetáculo que marcou a história cultural do Rio Grande do Sul subvertendo conceitos e trazendo novidade para a arte.

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